Cada face tem 1 chance em 4 — 25% para cada uma. Média por rolagem: 2,5.
O d4 é o menor dado do conjunto poliédrico e, de longe, o mais confuso de ler. Um tetraedro não tem face virada para cima quando para: ele descansa apoiado em uma face e aponta um vértice para o teto, então o número que vale não está onde a gente instintivamente procura.
É o dado dos números pequenos e frequentes — dano de adaga, o bônus de Bênção, cada dardo de Mísseis Mágicos. Rolar por aqui evita a parte em que ele quica na mesa, cai no chão e vai parar embaixo do sofá, que é o destino natural de todo d4 de acrílico.
Existem duas convenções de gravação e elas se leem em direções opostas. No d4 de leitura por vértice, cada canto visível mostra um número no topo da pirâmide e os três coincidem — esse é o resultado. No d4 de leitura por base, os números ficam na borda inferior de cada face e vale o da face virada para você, que é também o número deitado contra a mesa.
Se você tem os dois tipos na bolsinha, vale conferir antes da sessão. Um dado em que o 1 está no vértice e o 4 na base pode ser lido de dois jeitos por dois jogadores, e a discussão dura mais que o combate.
Um tetraedro tem o menor número de faces e o tombo mais curto de todo o conjunto. Enquanto um d20 continua girando por um ou dois segundos, o d4 costuma cair, tombar uma vez e parar. É por isso que as pessoas o arremessam com força, e é por isso que ele acaba no chão.
Nada disso afeta a honestidade de um dado bem feito, mas significa que o d4 é sensível a ser derrubado em vez de rolado. Uma queda curta em superfície dura não é exatamente um evento aleatório — aqui o resultado é sorteado antes da animação, então esse problema simplesmente não existe.
A intuição diz que 2d4 e 1d8 dão na mesma porque os dois chegam perto de oito. Não dão. O 1d8 dá 12,5% de chance para cada resultado de 1 a 8 e tem média 4,5. O 2d4 vai de 2 a 8, tem média 5 e se acumula no meio: o 5 aparece em 25% das rolagens e o 8 em apenas 6,25%.
Ou seja, 2d4 é um pouco melhor na média, bem mais previsível e nunca tira 1. Essa diferença importa na hora de escolher entre uma arma e uma magia que parecem equivalentes na ficha.
Depende da gravação. Se os números estão no topo dos vértices, os três cantos visíveis mostram o mesmo número e é ele que vale. Se os números estão na borda inferior das faces, vale o da face virada para você — que é o mesmo que está deitado contra a mesa.
Porque um tetraedro, seja como cair, sempre deixa uma ponta virada para cima — exatamente como o estrepe, aquele objeto de quatro espinhos usado para furar pneus. Quem já pisou descalço em um d4 de madrugada entende a comparação sem precisar de mais explicação.
São coisas diferentes mais do que melhores ou piores. O 2d4 tem média 5 contra 4,5 do 1d8 e nunca resulta em 1, mas se concentra no meio da faixa. O 1d8 é totalmente plano e chega a 8 com frequência bem maior. Se você quer consistência, 2d4; se quer picos, 1d8.
O conjunto tem sete dados e todo mundo manda o novato comprar antes de explicar para que servem. Aqui está o que cada um faz.
A matemática por trás de por que algumas rolagens parecem confiáveis e outras parecem cara ou coroa — com os números que dá para usar na mesa.
Todo livro de regra escreve rolagens na mesma abreviação compacta. Aqui está como lê-la, incluindo a notação de manter e descartar que costuma travar todo mundo.
Última atualização: 7 de setembro de 2026