Cada face tem 1 chance em 6 — 16,7% para cada uma. Média por rolagem: 3,5. Com dois dados a média é 7, e o 7 aparece seis vezes mais que o 2 ou o 12.
Este é o dado que todo mundo conhece antes de saber que existem outros: o cubo de seis faces que vem na caixa do jogo de tabuleiro e que some primeiro. É o dado de 1 a 6 do War, do Banco Imobiliário, do gamão e de metade das brigas de infância sobre se a rolagem valeu ou não.
Aqui ele é um cubo 3D de verdade, rolado com uma fonte aleatória criptográfica — a mesma que o navegador usa para gerar chaves. O número é sorteado primeiro e o dado é instruído a parar naquela face, nunca o contrário. Serve tanto para substituir o dado perdido quanto para uma mesa inteira sem dado nenhum.
Pegue qualquer d6 padrão e some as faces opostas: 1 com 6, 2 com 5, 3 com 4. Sempre sete. Essa convenção tem milênios e não é decorativa — ela distribui o peso do dado de forma simétrica, já que as cavidades dos pontos removem material e um dado com os números altos concentrados de um lado tenderia a cair com esse lado para baixo.
Há também o detalhe da quiralidade: olhando o canto onde 1, 2 e 3 se encontram, esses números podem correr em sentido horário ou anti-horário. As duas versões existem, a ocidental e a chinesa, e nenhuma é mais justa que a outra. É só um sotaque de fabricação.
No War o d6 faz um trabalho que quase nenhum outro jogo pede: três dados vermelhos contra três amarelos, ordenados do maior para o menor e comparados par a par. Isso transforma um dado plano em uma disputa com viés forte para quem ataca com mais exércitos, e explica por que uma fronteira aparentemente segura cai numa rodada ruim.
No Banco Imobiliário e no gamão a soma de dois dados é que manda, e aí a distribuição deixa de ser plana. No RPG o d6 é o dado do dano pequeno e das rolagens em punhado — 3d6, 4d6, 8d6 de bola de fogo — onde o que importa não é cada dado mas o monte inteiro.
Um d6 sozinho é plano: cada face tem os mesmos 16,7%. Dois d6 somados não são. Existe uma única combinação que dá 2 e uma única que dá 12, mas seis combinações diferentes dão 7. Por isso o 7 sai em 16,7% das rolagens e o 12 em 2,8% — seis vezes menos.
É a razão de o 7 ser o número central do craps e de a casa mais visitada do Banco Imobiliário ficar a sete casas da anterior. Quanto mais dados você soma, mais estreita fica essa curva: 3d6 quase nunca dá 3 ou 18, e é exatamente por isso que atributos rolados em 3d6 ficam quase sempre entre 8 e 13.
É uma convenção antiga que também equilibra o dado. As cavidades dos pontos tiram material da face, então distribuir 1 contra 6, 2 contra 5 e 3 contra 4 mantém a massa simétrica em todos os eixos. Um dado com os números altos agrupados de um lado tenderia a parar com esse lado para baixo.
Sim. O d6 é um cubo renderizado no navegador, com faces, sombra e tombo reais, e os outros dados são malhas poliédricas de verdade. A animação, porém, não decide nada: o número é sorteado primeiro por uma fonte aleatória criptográfica e o dado só recebe a instrução de parar naquela face.
Porque há mais maneiras de chegar nele. Existe uma única combinação que soma 2 (1 e 1) e uma única que soma 12 (6 e 6), mas seis combinações diferentes somam 7. Com 36 resultados possíveis no total, isso dá 16,7% para o 7 contra 2,8% para o 2 ou o 12.
Regras prontas de cinco clássicos de d6, do jogo de um dado só que se ensina em trinta segundos ao de blefe que acaba com amizades.
A matemática por trás de por que algumas rolagens parecem confiáveis e outras parecem cara ou coroa — com os números que dá para usar na mesa.
O que o 4d6 descartando o menor produz de verdade, por que o array padrão vale exatamente 27 pontos, e como escolher entre os três métodos.
Última atualização: 7 de setembro de 2026